XVI Congresso da JS
A minha primeira intervenção num Congresso da JS. Um momento para recordar. Fica a intervenção:
"Caras e caros camaradas,
Dois anos depois, reunimo-nos mais uma vez em Congresso Nacional. Mais do que uma visita de peregrinação jovem socialista (desta vez à bela cidade do Porto), exige-se que deste encontro surja uma análise séria e descomprometida àquilo que foi a JS nestes últimos dois anos e, simultaneamente, perceber o que queremos melhorar ou mesmo alterar para que possamos continuar a construir, todos, uma Juventude Socialista cada vez mais forte, activa, interventiva e próxima dos jovens portugueses.
É para mim inegável que o mandato do Secretariado Nacional que agora se cumpre foi positivo em vários níveis: - Desde logo na campanha da despenalização da IVG: foi uma enorme vitória das portuguesas e dos portugueses e teve um grande contributo da JS. - Também em temas vitais como a Emanciapação e a Educação, através da promoção do debate e dos esclarecimentos dos governantes. - Na aposta clara no Jovem Socialista, como verdadeiro meio de comunicação. - Igualmente nas inúmeras vitórias legislativas, de que é exemplo inequívoco a aprovação dos Conselhos Municipais de Juventude. - Também a nível interno, com a consolidação da informatização e o melhoramento da comunicação via newsletter.
São alguns exemplos de sucessos alcançados.
Mas não nos podemos resignar às melhorias efectuadas. Elas devem apenas servir de estímulo a que continuamos a melhorar a estrutura e funcionamentos internos da JS e ao mesmo tempo a imagem externa.
Preocupa-me, em relação a esta última matéria, que a maioria da sociedade continue a olhar para as juventudes partidárias com desconfiança; que os jovens se interessem cada vez menos pela vida político-partidária; e que se generalize a ideia de militância de oportunismo ao invés de uma verdadeira Militância, com M grande.
No entanto estas são questões não passíveis de uma única e milagrosa reforma. Elas são antes consequências de tudo o que fazemos e não fazemos. Há que assumir a nossa quota-parte de responsabilidade e querer participar na mudança. Sem jovens, sem público, sem militantes, a Juventude Socialista, como qualquer outra, sucumbirá ao tempo.
É urgente centrar as nossas actividades nos jovens, inventar novos modos de comunicação, de chegar até eles e de os fazer compreender a nossa mensagem. Não podemos ser a nível nacional o conjunto de jovens do casamento entre homossexuais e a nível local o conjunto de jovens que faz uns torneios de PES. Esta é, sei-o bem, uma visão injusta das nossas estruturas, mas na maior parte das vezes é a que existe nos jovens.
Tenho para mim que a ANJAS e a ONESES podem ter a este nível, um papel importante. Por um lado pela especialização na abordagem, por outro pelo alcance a novos públicos. Mas não é suficiente. POr mais pequena que seja a freguesia, o núcleo, a Federação... há que ser ambicioso, não ter medo de crescer, abrir as estruturas, publicitar posições e actividades, agarrar bandeiras e causas locais, promover a renovação!
Através da análise de uma Moção Global de Estratégia, não se consegue descortinar se estes objectivos serão ou não atingidos. No entanto, conhecendo o Duarte, como conheço, sei que fará tudo para que a JS possa contribuir para a credibilização da política e para o estancar da indiferença.
A Moção, como um todo, é já um passo a nível de conteúdo. [P] Cabe agora executá-la todos os dias, [P] todos juntos.
Obrigado! "
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