Sábado, Julho 26, 2008 

XVI Congresso da JS

A minha primeira intervenção num Congresso da JS. Um momento para recordar. Fica a intervenção:

"Caras e caros camaradas,

Dois anos depois, reunimo-nos mais uma vez em Congresso Nacional. Mais do que uma visita de peregrinação jovem socialista (desta vez à bela cidade do Porto), exige-se que deste encontro surja uma análise séria e descomprometida àquilo que foi a JS nestes últimos dois anos e, simultaneamente, perceber o que queremos melhorar ou mesmo alterar para que possamos continuar a construir, todos, uma Juventude Socialista cada vez mais forte, activa, interventiva e próxima dos jovens portugueses.

É para mim inegável que o mandato do Secretariado Nacional que agora se cumpre foi positivo em vários níveis: - Desde logo na campanha da despenalização da IVG: foi uma enorme vitória das portuguesas e dos portugueses e teve um grande contributo da JS. - Também em temas vitais como a Emanciapação e a Educação, através da promoção do debate e dos esclarecimentos dos governantes. - Na aposta clara no Jovem Socialista, como verdadeiro meio de comunicação. - Igualmente nas inúmeras vitórias legislativas, de que é exemplo inequívoco a aprovação dos Conselhos Municipais de Juventude. - Também a nível interno, com a consolidação da informatização e o melhoramento da comunicação via newsletter.

São alguns exemplos de sucessos alcançados.

Mas não nos podemos resignar às melhorias efectuadas. Elas devem apenas servir de estímulo a que continuamos a melhorar a estrutura e funcionamentos internos da JS e ao mesmo tempo a imagem externa.

Preocupa-me, em relação a esta última matéria, que a maioria da sociedade continue a olhar para as juventudes partidárias com desconfiança; que os jovens se interessem cada vez menos pela vida político-partidária; e que se generalize a ideia de militância de oportunismo ao invés de uma verdadeira Militância, com M grande.

No entanto estas são questões não passíveis de uma única e milagrosa reforma. Elas são antes consequências de tudo o que fazemos e não fazemos. Há que assumir a nossa quota-parte de responsabilidade e querer participar na mudança. Sem jovens, sem público, sem militantes, a Juventude Socialista, como qualquer outra, sucumbirá ao tempo.

É urgente centrar as nossas actividades nos jovens, inventar novos modos de comunicação, de chegar até eles e de os fazer compreender a nossa mensagem. Não podemos ser a nível nacional o conjunto de jovens do casamento entre homossexuais e a nível local o conjunto de jovens que faz uns torneios de PES. Esta é, sei-o bem, uma visão injusta das nossas estruturas, mas na maior parte das vezes é a que existe nos jovens.

Tenho para mim que a ANJAS e a ONESES podem ter a este nível, um papel importante. Por um lado pela especialização na abordagem, por outro pelo alcance a novos públicos. Mas não é suficiente. POr mais pequena que seja a freguesia, o núcleo, a Federação... há que ser ambicioso, não ter medo de crescer, abrir as estruturas, publicitar posições e actividades, agarrar bandeiras e causas locais, promover a renovação!

Através da análise de uma Moção Global de Estratégia, não se consegue descortinar se estes objectivos serão ou não atingidos. No entanto, conhecendo o Duarte, como conheço, sei que fará tudo para que a JS possa contribuir para a credibilização da política e para o estancar da indiferença.

A Moção, como um todo, é já um passo a nível de conteúdo. [P] Cabe agora executá-la todos os dias, [P] todos juntos.

Obrigado! "

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Bush: a recta final sempre a acelerar

Está a passar ao lado da sociedade em geral uma crescente tensão EUA - Rússia. As relações diplomáticas estão dependentes de pormenores, de declarações, de más interpretações. Mas também da instalação de plataformas anti-mísseis.

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Quarta-feira, Julho 02, 2008 

Uma questão de... avanço

Muito boa entrevista de José Sócrates à RTP. Manuela Ferreira leite vai precisar de umas 10 entrevistas à TVI para recuperar fôlego.

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Rainbow at home

Fronteira, Alentejo [2007]

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Humanismo e Economia

Depois de ver algumas das mais importantes intervenções de Chefes de Estado na reunião do Mercosul, não posso deixar de reparar naquilo que nós, povos ibéricos, mais caracteristicamente legámos à América do Sul: uma maneira de estar e ver a sociedade muito própria.

Para melhor se perceber o que quero dizer basta assitir-se ao mesmo tipo de intervenções numa qualquer reunião similar da União Europeia e ver os temas tratados, todos, sem excepção, sob a égide da eficiência económica e financeira.

A maneira de encarar a sociedade e o homem enquanto homem (e não enquanto agente económico) é algo que distingue povos e culturas. E, nesse prisma, muitas vezes gosto de me sentir sul-americano.

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Domingo, Junho 29, 2008 

Abstração

... um passo à esquerda, um à direita, e dancemos esta valsa sem música e sem sentido. Sinto que um passo em frente e outro atrás e estamos noutro sítio. Um século qualquer onde possamos pensar que estamos neste e... uau... quão impossível. A vida, no fundo, lá mesmo no fundo, não passa disso mesmo: abstração da realidade. A realidade dói. Apenas às vezes parece que não. Só mais um...

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Sábado, Junho 28, 2008 

Zimbabwe

A situação do Zimbabwe não piora com a desistência de Morgan Tsvangirai, candidato opositor de Mugabe. Fica exactamente na mesma. E esse é o problema.

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Quinta-feira, Junho 26, 2008 

Desde a última vez...

O preço do gásoleo subiu. O PSD elegeu Manuela Ferreira Leite como líder. Uma paralisação do sector de transportes pesados parou o país. Portugal está deprimido (desta vez por causa do Euro2008). A Europa vê parar-se mais um processo de ratificação do Tratado.

Nada de novo, portanto.

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Quarta-feira, Junho 25, 2008 

Este blog...

... não morreu! :)

Quarta-feira, Março 05, 2008 

Eleições da AAFDL 2007 vs 2008

Não sei se foi o ano passado que foi demais ou se é este ano que é de menos. O que é certo é que não deixa de ser muito estranho e até patético comparar!

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Menezices

Não tenho grandes simpatias por Morais Sarmento. Mas um mérito para mim sempre terá: fez uma lei da televisão com uma verdadeira visão do que é o serviço público televisivo. Não foi, por isso, apenas Almerindo Marques que teve por detrás da excelente perfomance de audiências, e consequentemente financeira, da RTP nos últimos anos. Conheço bem a dita lei e o contrato de concessão que com base nela o Estado assinou com a RTP.

É portanto triste ver que para Menezes tudo se resume a retirar toda a publicidade da RTP. Afirma-o mesmo em jeito de promessa. Prova não apenas que não conhece sobre o que fala, que não tem qualquer coisa parecida com uma visão estratégica para o sector e do que é o serviço público de televisão mas também que gosta de enterrar (em vez de capitalizar) o que membros do seu próprio partido fizeram com mérito!

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politica